Quebra de Maldição

QUEBRA DE MALDIÇÃO

“Cremos que o sacrifício de Cristo, realizado na cruz do Calvário, é suficientemente eficaz para livrar o homem que nEle crê de qualquer maldição que lhe tenha sido imposta por Deus, em conseqüência da sua desobediência e, portanto, é desnecessária qualquer palavra ou ritual para quebrar maldições”.

Esta confissão tem os seguintes fundamentos:

7.1 – Conceito e origem da maldição

Maldição é uma conseqüência da quebra da Lei de Deus. A maldição se originou no pecado (desobediência e rebeldia contra Deus), enquanto que a benção se origina da obediência ao Senhor (Dt 11:26-32). Deus amaldiçoa o pecador, tanto quanto abençoa o penitente. A maldição divina não possui o sentido místico e supersticioso que os pagãos lhe atribuíam. Criam que maldição era uma entidade espiritual em si mesma que, uma vez proferida por um homem, acionava o poder dos deuses ou forças ocultas para executarem o mal desejado contra o próximo (por exemplo, 1 Sm 17:43). Este conceito prevalece hoje nas religiões de magia. Os crentes em Cristo crêem que a benção e maldição relacionam-se aos conceitos de obediência e desobediência ao Senhor (Dt 27 e 28; Ml 3:8-12) ou aos conceitos de aceitar ou rejeitar o Evangelho de Cristo (Gl 1:6-9; 3:10-13).

7.2 – A maldição já quebrada

Os crentes em Cristo não devem temer nem preocupar-se com maldições (Rm 8:1); porque todos estamos libertos da maldição imposta pela Lei (Gl 3:13); e a mais terrível das maldições, a morte (Gn 2:17), perdeu o seu poder (Rm 8:33-39; 1 Co 15:53-57).

7.3 – A maldição hereditária

A chamada “maldição hereditária”, que consiste em acreditar-se que os pecados, alianças e padrões estabelecidos pelos antepassados podem acarretar maldição sobre os descendentes até à terceira e quarta geração, com base em Êxodo 20:5,6 e Deuteronômio 5:9,10, deve ser doutrina rejeitada pelas seguintes razões:

Quem amaldiçoa é Deus, por desobediência a Ele. Ele é quem age, visitando a maldade dos pais nos filhos que continuam praticando os mesmos pecados. Os crentes precisam e podem crer que nenhum débito existe acumulado contra eles, a partir do momento em que se apropriam da vitória de Cristo na cruz (Cl 2:14,15)

Acreditar que as maldições familiares se transmitem automaticamente, ter-se-ia de acreditar que as bênçãos também sejama utomaticamente transmitidas (Ex 20:6). Afirmar-se que uma aliança demoníaca dos pais “amarra” os filhos, implicaria em acreditar-se que a fé possuída pelos pais também salva os filhos automaticamente. Em Exodo 20:5,6 se trata apenas do desdobramento tanto do pecado da desobediência quanto da obediência na vida dos descendentes.

A responsabilidade humana é individual. Os maus feitos dos pais não passam para os filhos, nem a justiça daqueles repercute automaticamente nestes (Rm 14:12; Ez 18).

7.4 – A maldição de nomes

Não há fundamento para a crença de que nomes carregam em si maldições, e que, por isso, nomes de pessoas e lugares precisam ser mudados se estão relacionados ou têm origem em nomes de santos e divindades do mal. As provas da inconseqüência desta crença podem-se dar mediante a consideração de nomes de personagens bíblicos:

Daniel e seus amigos receberam nomes de deuses pagãos, contudo continuaram fiéis ao Deus verdadeiro (Dn 1:7).

A genealogia de Jesus inclui nomes outrora comprometidos com pecados e com uma herança estranha à relação entre Deus e Israel, e isso não comprometeu a santidade do Filho de Deus, nem lhe acarretou qualquer maldição (Mt 1:3,5,6).

7.5 – Os ritos para a quebra demaldição

Os ritos para a quebra de maldição, realizados pelos que adotam tal prática, são condenáveis por duas razões:

Incluem súplica de perdão dos pecados dos antepassados, o que se assemelha à oração em favor dos mortos.

Contrariam o bom senso, pois não há como lembrar os pecados dos antepassados todos, por que as árvores genealógicas sobem em progressão geométrica.

7.6 – Benção ou maldição proferida porhomens

Os homens que proferiram benção ou maldição, segundo a narração bíblica, o fizeram por delegação específica de Deus, servindo apenas como canais da benção ou maldição vinda dEle (Gn 9:20-29;12:1-132). As maldições a que se refere o Antigo Testamento estavam ligadas àquela antiga aliança, e não devem ser aplicadas à nova. Vê-se que no Novo Testamento os crentes em Cristo recebem a recomendação de não amaldiçoarem (Tg 3:1-12), porque a maldição que não é imposta por Deus nasce da cólera e da amargura humana, como o objetivo de humilhar, desprezar ou execrar a pessoa a quem é dirigida e traz prejuízos àquele que a profere. A preocupação do Senhor, mostrada nas Escrituras, não está no fato de a maldição proferida por homens realizar-se ou não, mas na reação carnal das pessoas que desencadearam a vontade de destruir, prejudicar e atingir com o mal a outras pessoas.

Um pensamento sobre “Quebra de Maldição

  1. ronivon henrique de queiroz disse:

    muito bom gostei

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